YouTube vai deixar de recomendar vídeos sobre teorias de conspiração

January 26, 2019

Mudança no sistema de recomendação de vídeos visa evitar que YouTube seja usado para promover desinformação e conteúdo extremista

 

O YouTube anunciou nesta sexta-feira (25) uma mudança que fará a sua plataforma diminuir a recomendação de vídeos que promovem teorias de conspiração e desinformação. Esse é um esforço para evitar que o serviço seja usado para potencializar o alcance de conteúdo extremistO YouTube precisou proibir vídeos perigosos após desafio de Bird Box

 

O YouTube precisou proibir vídeos perigosos após desafio de Bird Box

 

 

 

 

 

Vídeos conspiratórios incluem aqueles que dizem que os ataques de 11 de setembro foram uma farsa, que a Terra é plana ou que vacinas causam autismo, por exemplo. Mas também há publicações extremistas de cunho político ou religioso que, portanto, podem ser usadas para fortalecer movimentos radicais.

 

Há tempos que o Google vem sendo criticado por permitir que seus algoritmos indiquem vídeos de teorias de conspiração e afins. O maior problema é que o sistema de recomendação sugere publicações considerando fatores como quantidade de visualizações e comentários. Vídeos extremistas, por conta da abordagem polêmica ou sensacionalista que frequentemente trazem, acabam se sobressaindo nesses aspectos.

 

A mudança visa fazer esses vídeos não aparecerem nas sugestões, pelo menos não entre as primeiras opções. Mas não vai ser tarefa fácil: como a decisão será tomada prioritariamente por um algoritmo, sempre existirá o risco de determinados vídeos extremistas passarem pelo filtro ou, pior, de publicações inofensivas serem barradas.

 

O Google lembra, porém, que já aplicou uma mudança bem-sucedida no sistema de recomendações. Com ela, o número de vídeos com chamadas clickbait (do tipo “você não vai acreditar no que aconteceu”) diminuiu sensivelmente nas sugestões.

 

De todo modo, a mudança relacionada a conteúdo conspiratório vai ser progressiva: inicialmente, serão afetados apenas vídeos limítrofes (que chegam perto, mas não violam as diretrizes do YouTube) publicados nos Estados Unidos.

 

Posteriormente, a restrição será aplicada a vídeos de outros países.

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Isso porque o algoritmo precisa ser treinado. O filtro tem como base classificações feitas por moderadores humanos e aprendizagem de máquina, o que significa que o algoritmo vai ficar mais preciso com o passar do tempo (pelo menos é o que se espera). Nas estimativas do YouTube, a alteração afetará menos de 1% dos vídeos.

 

Note que os vídeos classificados como limítrofes não serão removidos ou deixarão de aparecer para os inscritos de seus respectivos canais. A mudança afeta apenas o sistema de recomendações.

 

#LendoRepassando:  Tecnoblog

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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