Os cuidados necessários com mangueira e registro do botijão de gás


Consumidores devem comprar apenas os registros que têm selo do Inmetro
Foto: Guga Matos/JC Imagem
Vazamentos de gás podem ser causados pela mangueira e registro utilizados por quem usa o botijão de gás

O consumidor não presta muita atenção, mas eles são responsáveis por problemas que podem provocar até um incêndio. É a dupla formada pela mangueira e o registro (também conhecido como válvula) usados por quem utiliza os botijões de gás de cozinha. Somente na primeira quinzena do último mês de maio, foram 73 ocorrências registradas no Corpo de Bombeiros relacionadas a problemas com vazamento de gás nas cidades de Jaboatão, Recife, Cabo, Ipojuca e Olinda. “É um número alto de chamadas, que poderiam ser resolvidos, caso o consumidor prestasse atenção em alguns detalhes”, conta o sargento do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) Edilson Soares.

Um dos detalhes que ele aconselha o consumidor a prestar a atenção é o prazo de validade da mangueira e do registro. “Uma mangueira vencida pode apresentar problemas como o acúmulo de sujeira ou ficar ressecada, provocando o vazamento do gás no encaixe do fogão ou do botijão de gás”, conta. E acrescenta: “Por falta de espaço ou estética, alguns consumidores colocam a mangueira passando por trás do fogão, o que não deve ser feito. A temperatura do forno pode levar a mangueira a se romper”. Quando isso ocorre com o fogão aceso, o vazamento do gás pode provocar um princípio de incêndio.

Geralmente, o prazo de validade da mangueira e do registro vem escrito neles. “Alguns registros têm validade de até cinco anos, mas isso depende do fabricante”, conta Edilson. “É bom o consumidor utilizar a mangueira e o registro apropriados. Já soubemos de caso de pessoas que estavam usando uma mangueira comum. Isso coloca em risco não só o consumidor, mas a família e até o seu imóvel”, diz o coordenador geral do Procon Pernambuco, José Rangel.

Há duas semanas, a professora universitária Thelma Guerra teve um vazamento de gás na sua cozinha, provocado pelo registro usado no botijão. “O registro estourou e o gás começou a vazar. O síndico desligou a energia do apartamento e o bombeiro tirou o relógio. O que mais me chamou a atenção é que tanto a mangueira como o registro eram novos”, afirma.

A professora tinha comprado a mangueira e o relógio em dezembro último num supermercado da Zona Norte do Recife. “O bombeiro me disse que em cada 10 ocorrências de vazamento, oito estão relacionadas aos registros que parecem mais modernos. No entanto, são menos resistentes”, argumenta. Ela não lembra se o registro que deu o problema tinha o selo do Inmetro quando foi comprado.

Para Edilson, o que faz a diferença entre os registros é a presença do selo do Inmetro, porque isso significa que aquele equipamento passou por testes que examinaram a sua capacidade de transportar o gás.

“Ao perceber o vazamento de gás, o cidadão deve fechar o registro. Senão tem como parar o vazamento, porque o registro está danificado, é melhor abrir as portas e janelas para o ar circular. Se a luz estiver acesa, pode deixar acesa. No entanto, caso a luz esteja apagada, não acenda”, explica Edilson.

Se o problema for com o botijão, o consumidor deve deslocá-lo para um local mais seguro, espaçoso e arejado, como por exemplo um quintal. Depois do vazamento, é necessário dar um tempo para que o combustível se espalhe até ficar inofensivo.

Também é aconselhável chamar o Corpo de Bombeiros pelo 193. “Cada caso é um caso. Não dá para dizer em quantas horas o gás se dissipa”, conta Edilson. “Quando o gás vaza, tende a ficar na parte mais próxima do solo, porque é mais pesado do que o ar”, explica Edilson. Esse é um dos motivos pelos quais o gás pode se acumular nas tubulações.

É importante prestar atenção no armazenamento do botijão. O consumidor nunca deve guardá-lo em locais fechados, como armários de pia, porões, banheiros, caixas etc. Ele não deve ser guardado deitado. O consumidor que tiver problemas com a mangueira ou o registro pode fazer uma queixa formal contra o fabricante do produto no Procon pelo 0800 282 1512, serviço que funciona das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira.

Já com relação a problemas com o botijão, o consumidor deve ligar primeiro para a empresa. Se o problema persistir, pode entrar em contato com a Agência Nacional de Petróleo (ANP) pelo 0800 970 0267 ou pela internet no endereço www.anp.gov.br/faleconosco.


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